terça-feira, 17 de novembro de 2009

Planejamento OVO FRITO de São Paulo

Imagem da população em tempo de aquecimento Global.

Plano - OVO FRITO do PITU (plano integrado de transportes urbanos)

2020 - 2025

Muitos se deixam embalar na especulação imobiliária com as promessas da “felicidade projetada” e se esquecem que a condição ideal para viver em cidades é a que estabelece limites de equilíbrio entre hábitos urbanos e natureza.

A cidade como ícone e obra do desenvolvimento do homem, na sua versão gigante, metrópole, é produto do raciocínio econômico dominante, que diminui e aliena possibilidades de apropriação simbólica do espaço por aqueles que nela vivem.

O gigantismo da metrópole paulista dificulta o papel da cidade como espaço de relações sociais, estabelecidas ao longo da história, e favorece o aspecto meramente econômico.

O viver coletivo, disponibilizado como mercadoria, é esvaziado, facilitando o processo meramente comercial das relações humanas. Este conceito pode ser facilmente verificado, quando o Planejamento da metrópole, PITU 2020 e 2025, elaborado pelo governo estadual paulista na gestão Mario Covas, foi executado somente para facilitar o futuro dos transportes metropolitanos, mercadorias e produtores de mercadorias.

Este conceito atende primordialmente objetivos da produção econômica, e eficiência para a melhoria da competitividade voltada ao mercado Global. Em nenhum momento, este planejamento, foi pensado como o espaço do viver de milhões de pessoas.

A vida, assim, foi reduzida ao valor de mercadoria, referenciada a uma disposição de produto em prateleira do supermercado.

A criança ou o velho são descartados, não são adequados para a venda e para o lucro, um porque está ainda verde e outro porque já está fora do prazo de validade.

Os bens patrimonial, ambiental e cultural, sob o mesmo critério, são dilapidados pela competição. Nesta lógica, podemos citar a cidade turística do Rio de Janeiro e a cidade dos negócios, São Paulo, elas competem entre si, mas mantém pouco interesse em preservar o bem patrimonial para os seus habitantes. São Paulo está sendo administrado sob as recomendações de crescimento, com vista ao mercado global, como única e prioritária referência de planejamento na Região Metropolitana e vêm monopolizando interesses de grandes empreendedores e empresários.

Neste contexto, o viver foi rebaixado a mercadoria de prateleira, disposto à venda, às relações de referências são com uma caixa de sabão em pó.

Assim como não é a espuma que limpa e a embalagem que vende, nos deixamos ludibriar pela aparência, vivemos sob as forças das embalagens da “Felicidade Projetada” tipo Alphavilles.

A população, refém do planejamento mercadológico, apesar de se mobilizar para exigir a preservação do patrimônio, sofre com a permissividade, o jeitinho, o corporativismo e a impunidade do conluio do poder econômico com o poder político,

Difíceis e raras são as colaborações e ou entendimento dos órgãos e funcionários públicos em cuidar e preservar de forma efetiva os bens patrimoniais, ambientais e culturais, mais raro ainda é o entendimento de que estes são os bens responsáveis pela melhoria da qualidade de vida.

Como o consumo é um indicador de crescimento econômico e medida de felicidade e sucesso, governos, empresas e indivíduos acabam por acreditar que metas ambientais e culturais brecam o desenvolvimento.

A tal meta de desenvolvimento, no inconsciente, traz benefícios consumistas individuais, imediatos e efêmeros, mas prejudica o interesse de todos. Mais obtusa fica esta lógica, quando não entendemos, ou distorcemos recomendação da Organização Mundial de Comércio da necessidade de proteção dos recursos naturais.

A RACIONALIDADE míope do benefício imediato, nos dificulta mensurar o incontestável salto qualitativo que, o respeito às questões de preservação do patrimônio ambiental e cultural têm na solução de problemas que se arrastam há séculos, como a redução das desigualdades sociais, melhoria do nível educacional e qualidade de vida.

Muitos são adeptos da tática do silêncio, do não mexer em time que está ganhando, desconhecem que, este comportamento combinado ao planejamento urbano unilateral, estabelece um padrão de imprudência em tempo de mudanças climáticas.

A conjugação de inércia individual, práticas retrogradas administrativas e unilateralidade de planejamento só pode ser associado à imagem do OVO FRITO.

Estaremos todos FRITOS no óleo rançoso do esgotamento dos recursos, embalados pela sereia do mercado e duvidando das evidências científicas que demonstram que a ação do homem altera a atmosfera e que, tem como conseqüência o aquecimento global.

Um comentário:

  1. Passeio com a menina Carolina.
    Data, horário e local de saída do passeio na região da Granja Carolina:
    Dia 05 de dezembro, às 10hs, na portaria principal do Vila Verde-Transurb, Estrada da Boa Vista, s/n°, Bairro São João, Itapevi – SP.
    Se estiver chovendo muito nesse dia, o passeio fica transferido para o dia seguinte, 06 de dezembro.
    Se cair uma tempestade nos dois dias 05 e 06 de dezembro, no horário de saída, suspendemos o passeio e remarcamos outra data a ser divulgada nos blogs da Granja Carolina e Granja Viana.
    http://granjacarolinacotiaitapevi.blogspot.com
    http://granjaviana.blogspot.com
    Faremos um pic-nic na hora do almoço. Levem algumas coisas gostosas e fáceis para comer e beber. A idéia é que o pic-nic seja “socializado”, ou seja, todos se servirão de tudo que foi levado.
    Ir com roupas leves, adequadas para caminhada, como tênis, chapéu ou boné, protetor solar, etc.
    Meu número de celular: Mário 8190-2422.
    Como chegar ao ponto de partida do passeio:
    Depois do posto rodoviário da Raposo, no Km 36, sentido interior, pegar a saída 36 (antes do viaduto) e entrar na Estrada do Pau Furado.
    O percurso da Raposo Tavares até a portaria do Vila Verde-Transurb tem por volta de 4Km.
    A estrada é asfaltada.
    Abraços e até lá.

    Mário.

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