quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É CHIQUE viver na LAMA

A Lama CHIQUE do Alphaville Granja Viana

“Era noite quando recebi o telefonema do meu amigo, me pedindo para alertar a mídia sobre o que estava acontecendo nas casas da sua rua, no condomínio Inpla, aqui na Granja. Ele estava muito abalado, falava da lama "sem fim" que havia desabado do loteamento Alphaville para dentro das casas dos seus vizinhos.
Resolvi ir até o local. "Acho melhor colocar minhas galochas" Pensei.Foi o melhor que fiz. Quando cheguei a casa, encontrei uma cena desoladora. Havia umas vinte pessoas tentando remover a lama que havia sido trazida do loteamento Alphaville.
"Esta é a terceira vez que isto ocorre" desabafou a moradora. "A vontade é de arrumar minhas coisas e ir embora daqui agora mesmo".
Difícil de entender como um loteamento deste porte pôde deixar uma situação destas ocorrer.”
Fonte : http://www.cotiatododia.com.br/cta/noticia/noticias.php?id_noticia=4554

Muito ecológica esta empresa Alphaville “Urbanismo”

Agora é a hora de perguntar para o ex secretário do meio ambiente - o midiático XICO GRAZIANO, aos promotores públicos, secretários municipais e admiradores do modelo ALPHAVILLE:

QUEM VAI PAGAR OS PREJUIZOS?

QUEM SÃO OS RADICAIS?

Foram muitas as viagens de helicóptero e as reuniões twitteiras do ator e dublê de secretário do meio ambiente do estado de São Paulo.
Entretanto, apesar de todo esforço para produzir o espetáculo da sustentabilidade, não conseguiram reformar a natureza e muito menos refazer um projeto MAU FEITO.

Palmeirinhas, propagandas, estande de venda luxuoso e inauguração com glamour faz a Granja Viana viver e reviver na LAMA .



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Alphaville & Shopping

Fogo Doméstico

Para um grego ou romano o fogo doméstico* era um altar de culto aos mortos, mantido no interior de cada lar e deveria ser mantido sempre aceso com um pouco de carvão e cinza.

Na realidade, os mortos recebiam a denominação de deuses e os túmulos privados eram templos destas divindades.
Os cultos aos mortos eram individuais e eram através deles que os vivos podiam receber sua proteção, assim estes continuavam a participar das negociações humanas.

Exigiam-se formalidades rígidas no ritual sagrado, que aos poucos foram incorporados à noção de Lei, onde qualquer alteração nos ritos poderia provocar a ira dos deuses; nos cânticos não eram permitidas qualquer alteração de letra ou o deslocamento de qualquer palavra.

Cada família possuía o seu Deus privado que com o passar do tempo proporcionou prosperidade de determinadas famílias e simultaneamente o desejo destes deuses privados serem compartilhados e cultuados em cultos públicos.

As cidades no seu início foram o resultado da união destes chefes de famílias, onde só estes podiam ser cidadãos.
Na prática era através da prática do fogo privado que o indivíduo e sua família adquiriam o direito de serem cidadãos.

Hoje, tantos milênios depois, ainda continuamos a presenciar o flamejar deste fogo primitivo nas nossas instituições, deixando ainda a maioria dos cidadãos fora do sentimento de justiça e equidade que distingue uma sociedade moderna de uma primitiva. Ainda sofremos com práticas primitivas onde a aplicação das Leis é oriunda dos deuses privados para grupos que participam do mesmo ritual doméstico, deixando a maioria fora do direito de Justiça, principalmente no que se refere aos espaços comuns da cidade, meio ambiente e patrimônio coletivo.

Para estes grupos, apesar de travestidos de modernos, vale as regras dos tempos primitivos, do ritual de culto ao santuário representado pelas grandes INCOPORADORAS.

Primitivos travestidos de Modernos

A empresa ALPHAVILLE URBANISMO S/A, na audiência pública do empreendimento para a Granja Carolina, audiência no dia 05 de fevereiro de 2009 no processo de licenciamento do PROJETO VILA FLORESTAL – RESERVA COTIA – PROCESSO SMA 13.536/07, localizado entre as cidades de Itapevi e Cotia, apresentou diferenças significativas nas curvas de níveis, número de nascentes e posicionamento de cursos
d água.
Ao serem questionados sobre as diferenças do projeto apresentado com o mapa oficial da Emplasa, a empresa executora do Estudo de Impacto Ambiental (CPEA - Consultoria Paulista de Estudos Ambientais) através do Sr. Sérgio Pompéia, bem como o diretor de projetos da Alphaville Urbanismo S/A, Sr. Marcelo Willer; alegaram que os mapas da EMPLASA estavam desatualizados e não poderiam ser usados como referência.

Lembramos que a empresa, Alphaville Urbanismo, faz em seu projeto ampla utilização dos mapas oficiais da EMPLASA, os mesmos mapas que desqualifica, em outros momentos no mesmo projeto. Ficando claro que os utiliza para atender uma formalidade, e os desqualifica quando os mesmo são utilizados na defesa do interesse coletivo.

Cabe aqui ressaltar que:

1- Os MAPAS da EMPLASA são utilizados por TODOS os órgãos do ESTADO e TODOS os profissionais: desde Geógrafos, Engenheiros e arquitetos etc.

2- A Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A (EMPLASA), é vinculada à Secretaria de Economia e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo e suas referências cartográficas são utilizadas em projetos e empreendimentos de órgãos públicos e empresas privadas; a desqualificação desta referência fere não só a estrutura política administrativa, mas todos os trabalhos de engenharia executados no Estado de São Paulo.

Logo a desqualificação deste documento oficial, apesar de corriqueira entre empresários e políticos, revela-se um instrumento de perseguição de vantagens particulares.

Os órgãos públicos em conivência com interesses particulares limitam-se a respeitar regras formais, fazendo "vista grossa" para qualquer outra possibilidade que possa não assegurar a validade de arranjos pré-combinados.

Entre os antigos, sobretudo em Roma, a idéia do direito era inseparável do emprego de certas palavras sacramentais; num caso histórico clássico um determinado cidadão reclamava que seu vizinho tinha cortado suas videiras, e o fato se repetia. Este acabou perdendo o processo, pois no lugar de videira havia mencionado a palavra árvore. Revelando que qualquer quebra da formalidade, tornava inválido o direito à justiça.

A população em geral, mesmo não cobiçando a riqueza, gosta de viver ao lado dos ricos e, por assim dizer, à sombra deles. Embora o clientelismo nos moldes romanos, desapareceu entre nós, diariamente é revitalizado pelas reverências obrigatórias da sociedade atual nos santuários dos Shoppings e Condomínios.

Disto resultam as cidades brasileiras, um aglomerado de não cidades das grandes regiões metropolitanas, lugares submissos à autoridade paterna do fogo domestico representado pelo consumo.

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fogo doméstico- para saber mais consulte http://ebooksbrasil.org/eLibris/cidadeantiga.html

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Porque será que de boas intenções o inferno está cheio?


O Projeto de Lei 7183/10 que autoriza os estados e o Distrito Federal, a regulamentar sobre toda a vegetação situada nas margens de rios, lagos, lagoas, reservatórios d’água naturais e ou artificiais, quando se tratar de áreas urbanas, é mais uma destas “boas intenções”.

O projeto é do deputado não eleito, Fernando Lopes (PMDB-RJ) e quer modificar o Código Florestal (Lei 4.771/65). Com a nova proposta de Lei as áreas de preservação permanente (APPs), hoje protegidas pelo Código Florestal, inclusive em áreas urbanas, poderão ser ocupadas.

Ignorando que as APPs nas regiões Metropolitanas de São Paulo e do Brasil estão sobre municípios que, para aumentar a arrecadação com o IPTU, declararam seus territórios como 100% urbanos, o nobre deputado justifica assim sua proposta de Lei:

“estas áreas já estão sendo ocupadas irregularmente”

O projeto, seguindo o objetivo de destruição em massa, tenta corrigir o “exagero” das exigências do atual código florestal dizendo: 80% da população brasileira vive em cidades. Com esta proposta pretende eliminar de vez a consequência deste “exagero”, fazendo boa parte da população que ocupa este "EXAGERO" morrer de sede, fome, calor e enchentes.

Afinal toda a "HUMANIDADE" possuí o "PÉSSIMO HÁBITO" de respirar, beber água, comer e morar.

O não reeleito deputado Fernando Lopes (PMDB-RJ), assim como aqueles que o apóiam, acreditam que: “não faz sentido usar o Código Florestal para proteger as APPs nas áreas urbanas”

Nas palavras do deputado, a vegetação nestas áreas não é importante: “até porque não há, salvo raras exceções, propriamente florestas, mas tão somente e, no máximo, alguns poucos espécimes muitas vezes exóticos”.

Para saber mais sobre o Político Fernando Lopes, visite o endereço abaixo:

http://www.excelencias.org.br/@candidato.php?cs=1&id=481

Para saber mais sobre o Projeto de Lei, visite o endereço da câmara:

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/150802-PROJETO-AUTORIZA-ESTADOS-A-REGULAR-USO-DE-MARGENS-DE-RIOS.html

domingo, 17 de outubro de 2010

Prefeitos da Região - um exemplo a seguir

Será que alguém consegue fazer esta matéria chegar às mãos dos prefeitos da região?


Adesão ao IPTU Verde cresce no interior.

Em São Carlos, solicitações passaram de 2.796 em 2007, na primeira edição do programa, para 5.596 neste ano de 2010.

A prefeitura de São Carlos concede descontos de até 4% no IPTU para moradores que plantam árvores ou mantêm áreas permeáveis nos imóveis.
O projeto já alcança 5% do total de contribuinte da cidade.
Em 2007, primeiro ano do projeto, houve 2.796 solicitações, em 2009 o número subiu para 4.738 e este ano 5.596 pessoas se inscreveram para obter o desconto em 2011 - algo próximo a 5% do total de contribuintes da cidade.

Com o benefício verde e os descontos por pontualidade, o contribuinte pode ter uma conta de IPTU até 24% menor, segundo o secretário da Fazenda da cidade, Paulo Almeida.

O professor aposentado Benjamim Mattiazzi, 76, é um dos beneficiados. Ele paga 12% a menos do valor original do IPTU.
Segundo ele, nos 25 anos em que mora na mesma casa, plantou dez árvores em frente à fachada, no quintal, mantém uma grande área verde com muitas árvores, algumas delas frutíferas.

A autônoma Maria Helena Salvador, 53, também é beneficiada pelo IPTU Verde. Ela recebe 2% de desconto sobre os R$ 1.500 que deveria pagar. Em 13 anos, ela plantou dez árvores.

"Muito mais do que uma economia, o programa pode ajudar na conscientização sobre a importância de se preservar áreas permeáveis."
A população de São Carlos conta ainda com um serviço chamado Disque Árvore, pelo qual são doadas duas mudas, de espécies diferentes, por endereço ao mês.

DESCONTOS
As inscrições precisam ser renovadas todos os anos. A lei concede desconto de 1% no valor do IPTU aos imóveis urbanos edificados e horizontais com terrenos de até 250 m2, com área permeável de 5% a 8% em relação a sua área total. Acima de 8%, o desconto sobe para 2%.
Já os terrenos com mais de 250 m2 e com área permeável de 8% a 10% têm 1% de desconto.
Acima de 10%, o benefício sobe para 2%.
Além disso, os imóveis que tiverem 10 m lineares ou mais de fachada e uma ou mais árvores na calçada também podem receber mais 2% de desconto no IPTU.


HÉLIA ARAUJO
ENVIADA ESPECIAL A SÃO CARLOS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vizinho - Aterro Sanitário


O que os números nos revelam?
1- Marina Silva obteve 20% de votos na votação para presidente do Brasil. Quem cantou vitória e quem desafiou, podem ter como certos que: os votos que fizeram a diferença foram os ambientais.

2- Em menos de um mês a comunidade do loteamento Santa Paula em Cotia no Km 39 da Raposo Tavares conseguiu mais de 10.000 assinaturas em um abaixo assinado contra o Aterro Sanitário de Cotia.

Fica claro que em ambos os casos os políticos de plantão desprezaram o interesse da população para os graves problemas ambientais.

Os números da eleição revelaram que o fiel da balança é a questão ambiental, desprezada pelos outros dois candidatos desenvolvimentistas puros sangue.

Esta tendência só tende a aumentar, pois a população urbana é maior que a população rural, e é nas cidades que os problemas ambientais afetam mais diretamente as pessoas.

Nas cidades, o LIXO se acumula, o TRÂNSITO atrasa nossas vidas, o ESGOTO fede e traz doenças, as ENCHENTES destroem vidas e o patrimônio, o BARULHO ensurdece e a FUMAÇA sufoca.

Como os políticos só se lembram da população em época de eleição para pedir voto, e para isto basta ser palhaço. Matreiramente fazem parcerias com os representantes do poder e do dinheiro e deixam a palhaçada rolar solta no circo das cidades.

São Planos Diretores sem preocupação ambiental, projetos urbanísticos fora de nossa realidade, flexibilização das Leis Ambientais e por aí vai toda a ladainha de atrações circenses.

Nas cidades não faltam palhaços travestidos de políticos assim como não faltam projetos insustentáveis travestidos de sustentáveis, jogadas de marketing de empresários atrasados e grandes patrocinadores dos circos municipais.

A relação desses empresários com o meio ambiente é conflituosa, por isto a opção desse segmento pelo marketing mentiroso e não pela decisão mais responsável e sensata.
A virada somente acontecerá quando este segmento da sociedade oferecer projetos empresariais que evitem os danos à biodiversidade e melhorem a qualidade de vida de todos, deixando de patrocinar o circo.

Os empresários precisam entender que para exercerem suas atividades e obterem lucros, não precisam ignorar o meio ambiente.

Neste sentido os números indicam que, os anseios da sociedade civil não coincidem com os dos políticos e de que boa parte dos patrocinados pelos empresários são palhaços. Apesar do grande número de votos que o palhaço recebeu, a mensagem foi para os patrocinadores.

O poder hoje emana da sociedade e não dos políticos.

Entender o significado dos fatos pode não ser fácil e é até bem mais complexo, mas a mensagem com certeza aponta que: hoje o poder está cada vez maior nas redes sociais, elaboradas de forma simples nas relações pessoais, onde a credibilidade é o ponto fundamental.

Políticos e empresários tem dificuldade de aceitar a descentralização atual de poder, que passa pela construção de um novo relacionamento com a sociedade civil; forças que precisam ser ouvidas, que votaram na Marina, no Serra, na Dilma e no Plínio. Gente que não quer o aterro sanitário no Tabuleiro Verde, prejudicando o manancial de água, e antenada com o MEIO AMBIENTE.

Gastar rios de dinheiro com Marketing Centralizador daqui para frente é jogar dinheiro no lixo e acreditar que somos palhaços.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por que a especulação imobiliária é injusta?


O que são terrenos de “engorda”?

São terrenos vagos que ficam aguardando valorização e melhorias em infra-estrutura (água, esgoto, energia, serviços públicos, escolas, equipamentos urbanos, condições de acessibilidade,abertura de vias, pavimentação, transporte, etc.).
Valorização sem que o proprietário do terreno,tenha contribuído em igual proporção com aqueles que ali moravam. Com exceção do IPTU, ou imposto rural (de valor irrisório), todas as conquistas de melhorias e valorização do lugar foram conseguidas pelos antigos moradores, mesmo aqueles camuflados e pagos pelas associações de moradores.
Muitas vezes, estes terrenos depois de valorizadosrecebem empreendimentos de grandes incorporadoras que aviltam o mercado local, propagandeando empregos, que na grande maioria das vezes são produzidos pelos pequenos construtores com a construção de suas casas e os empregos domésticos.
Se computarmos, os prejuízos da coletividade, com a piora da qualidade de vida pela perda da qualidade ambiental e esgotamento da infra estrutura instalada, a conta acaba sempre no vermelho para os que ali moram.

Um bom exemplo, na nossa região, é o caso do empreendimento Alphaville Granja Viana, os preços dos terrenos subiram sem que houvesse mudança qualitativa significativa no entorno. O loteamento foi “aprovado” em um bairro sem infra-estrutura, rede de esgoto, escolas e posto de saúde; com ruas inadequadas para o volume de trânsito, gerando lucro para poucos investidores e prejuízo para a grande maioria.

Isso acontece, porque o poder público planeja para a especulação imobiliária, desprezando planejamento anterior à ocupação. E pior, os instrumentos urbanísticos existentes que poderiam coibir os problemas criados pela especulação imobiliária como: Estatuto da Cidade, IPTU progressivo1 e Outorga onerosa2 do direito de construir, estão sendo aplicados pela velha prática do “jeitinho”, decorrente do nosso velho hábito de MACUNAIMA, arraigado na cultura brasileira.
Sem dúvida, a falta de planejamento público é a grande responsável, por sermos campeões em desigualdade social, com cidades feias, sujas e a serviço do mercado imobiliário.

Para mudar esta situação, será preciso, que cada cidadão, se sinta parte importante e tenha consciência que, mesmo as áreas verdes, utilizadas como marketing imobiliário, foram preservadas por aqueles que ali já estavam, quando estabeleceram um estilo de vida diferenciado.

As cidades mudam, é obvio, mas ninguém computa como investimento o esforço do cidadão
feito ao longo dos anos como parte importante na valorização das áreas vazias ou do bairro. Sendo assim, é razoável pensar que a coletividade precisa receber em troca os investimentos anteriores.

A pouca noção que a população tem do seu papel de investidor, diluído ao longo de anos, contribui para que o mercado tire vantagens sem contrapartidas, facilitando a cooptação política e uma infinidade de motivações egoístas que, sem escrúpulo, debocham da ética.

Em nome de um pragmatismo econômico unilateral destroem-se a biodiversidade, deterioram-se bairros e alteram profundamente o deslocamento das pessoas.

Apesar dos mecanismos da especulação imobiliária atuarem de diferentes formas no espaço urbano, para objetivar o lucro, é sempre o cidadão que contribui para a valorização, seja pela construção de sua casa, pela pressão que exerce junto ao poder público para conquistar melhorias ou pelo pagamento indireto de melhorias através das Associações de Moradores.

Nos ditos loteamentos fechados, os grandes, médios ou pequenos incorporadores, estabelecem, já nos contratos de compra e venda do lote a formação das “ASSOCIAÇÕES DE MORADORES”. Isto é: garantem a valorização dos lotes de “engorda” com melhorias promovidas pelos moradores, desprezando o conceito de cidade e cidadania.

Isto tudo, significa que: são sempre os moradores, ricos ou pobres, que arcam com a infraestrutura de uso coletivo propagandeadas nos folhetos de lançamentos imobiliários. Assim, não parece justo, que investidores do mercado especulativo recebam tratamento privilegiado, sem consultarem os investidores de direito, moradores.

Parece justo, considerar que todos que arcaram, ou ainda terão que arcar durante um bom período com os custos do transporte, construção de suas casas, organização, manutenção das ruas, preservação das áreas verdes, geração de empregos e segurança, em outras palavras, as melhorias de valorização sejam protagonistas e não meros coadjuvantes, peças para manipular e barganhar votos e poder, usando a massa gigante de pobres contra os grandes pagadores de impostos, a classe média.

Os que lutaram pelas melhorias e pela transformação urbana são expelidos do lugar, para que “outros” possam se apropriar de uma renda produzida coletivamente.

Se o modelo do mercado imobiliário e de políticas urbanísticas públicas fosse diferente,teríamos os espaços melhorados, a valorização e melhoria espaço urbano, de preservação cultural e ambiental, como resultado a melhora da qualidade de vida para todos.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sucesso econômico e falta de saneamento.

Nas cidades brasileiras sobram esgotos nos rios, abunda crescimento desordenado e, há todo momento, nos deparamos com noticiário veiculado pela mídia de crescimento econômico, mas infelizmente sem o necessário investimento em saneamento básico.

De um lado crescimento com planejamento precário, do outro o desrespeito ao meio ambiente e ao saneamento ambiental.

A região Oeste e principalmente a região da Granja Viana está perdendo a característica de casas com quintais, jardins, frutas no pomar, da comida feita em casa e com a família reunida em torno de objetivos comuns.

Qual será o futuro da região? Quando, os milhares de novos moradores atraídos pelo encanto e a possibilidade de viver perto da natureza, sentirem a falta de ônibus, congestionamento, falta de água, esgoto, escola, hospital e emprego.

A verdade é que a especulação imobiliária e os construtores não se preocupam muito com esses detalhes.

Mas serão “esses detalhes” que poderão causar a falência do local.

Podemos prever que dentro de algumas décadas, a região estará repleta de edifícios e pouco ou nada restará da ocupação que marcou a região como refugio da cidade grande e local de curtir a natureza.

Isto está acontecendo, porque as autoridades não se interessam pelo patrimônio ambiental e cultural, preferem parcerias com especuladores e incentivam a exploração descontrolada de seu solo. Esquecem-se de que, por culpa da má administração, da ganância imobiliária, dos interesses inconfessáveis, sela o destino da região. Em nome do lucro especulativo, os donos do poder apagam a nossa identidade, liberdade, sossego e o direito de respirar. Os habitantes sem ânimo, sem força, são impelidos a sufocar a própria alma.

O raciocínio é simples, toda a população é vista meramente como pagadora de taxas e impostos, e não pode se manifestar, sendo tratada como radical e contra o “progresso”.

As pessoas que procuraram um lugar tranqüilo e sossegado para morar preferem ir embora, em busca de ambientes melhores.

Então, alguns começam a sentir que o desenvolvimento da região não é assim tão desenvolvimento.

Diante disto, podemos concluir que toda a região oeste está mudando, mas precisa de um processo de renovação urbana na sua estrutura que não comprometa a qualidade de vida e o respeito ambiental.

Se isto não ocorrer, o futuro será improvável, por mais que se alerte, está se perdendo o rumo ambiental, as prefeituras querem passar o trator em tudo para facilitar a especulação imobiliária. Se isso acontecer, estaremos mais uma vez vivenciando a ganância imobiliária, aliada à insensibilidade de governantes e políticos.

Sem generalizar, muitas facilidades foram “vendidas” para que empreendimentos imobiliários e empresas pudessem se instalar de forma e de maneira inadequadas.

O resultado de anos e anos desta prática deixou as cidades brasileiras com rios e córregos poluídos, cidades onde ainda o sistema antigo de fossas é comum, mesmo em Centros Comerciais como os da cidade de Cotia onde, postos de gasolina, shoppings e prédios, centros comerciais, produzem volume maior de esgotos com precários sistemas de tratamento de esgoto instalados; ameaçando a população com possíveis surtos de epidêmicos gerados por essa poluição (hepatite, cólera, intoxicação alimentar causada por metais pesados) ou ainda com o mau cheiro.

Quanto ao descarte de resíduos sólidos, a Lei Federal 12.305/10 surge como importante instrumento para minimizar os problemas ambientais.

Entretanto, a nova Lei, ainda precisa passar por regulamentações, por ora, falta o decreto, que segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará pronto em 90 dias contados a partir de 2 de agosto deste ano.

Somente depois deste decreto a lei poderá ser aplicada, todos nós devemos pressionar a imediata regulamentação da Lei 12.305/2010.

A nova Lei e, a preocupação ambiental está voltada para aqueles empresários que vislumbram lucros fora da destruição, comprometidos com a necessidade de salvaguardar o meio ambiente e aceitam desafios.

Desafios sempre foram para aqueles que enxergam oportunidades de negócios em sintonia com o futuro. Hoje e cada vez mais as atividades e diretrizes ambientais vêm sendo progressivamente e globalmente adotadas.

A região Oeste, e suas cidades Itapevi, Cotia, Vargem Grande Paulista, Jandira entre outras, precisam incentivar e implementar toda medida pioneira, merecedora de destaque quando o assunto é preservação e sustentabilidade.