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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem é o responsável?

Muitos ainda acreditam que as alterações das APPs ( Áreas de Preservação Ambiental ) propostas por espertinhos de plantão não afetarão as áreas urbanas.

Quem acredita nesta mentira deve ser favorável a política de extermínio em massa da população, pode parecer exagero, mas na prática o resultado é o mesmo.

Diariamente presenciamos estas máquinas de extermínio; prefeitos e vereadores deixando e fazendo vista grossa, favorecendo a permanência de pessoas em áreas de encostas (acima de 45º), topos de Morro e margens de rios e córregos.

Este gigantesco sistema da perversa politicagem só precisa da temporada de chuva para funcionar.

Não podemos esquecer que: depois das tragédias, sobre os mortos e prejuízos, os mesmos que facilitaram e incentivaram as ocupações irregulares, correm em busca de verbas para socorrer as vítimas.

Custa a acreditar que, sem a punição dos culpados, sem a responsabilização pessoal dos administradores públicos que facilitam a construção e manutenção desta situação, teremos uma verdadeira alteração da desordem ambiental que assola o país.

Sendo assim, este é a hora de avaliarmos os nossos representantes do tempo de seca e, hora de pensarmos melhor sobre nossa eterna mania do jeitinho e da flexibilização das Leis Ambientais.

Sempre que exigimos a seriedade e responsabilidade dos administradores públicos na aprovação de projetos imobiliários e no cumprimento das leis ambientes, somos chamados de RADICAIS, ECOCHATOS e BIODESAGRADÁVEIS.

Precisamos ficar atento não só a estas soluções paliativas, mas, principalmente aos diversos administradores municipais que são pressionados para facilitar ou agilizarem aprovações de projetos sem a devida preocupação ambiental, ou ainda em regularizarem ocupações irregulares, visando arrecadação com a velha desculpa do: já está consolidado.

São desculpas esfarrapadas que revelam a natureza corrupta dentro de cada um de nos; adestrados que fomos pelo espírito individualista do consumo, afastados do pensamento e responsabilidade com o coletivo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Paisagem Urbana e o Código Florestal

Qual é a paisagem urbana das Metrópoles Brasileiras

que você enxerga?


Você pode ser mulato, negro, branco ou quase branco.
olho puxado ou amendoado.
pobre, rico ou quase rico,
Não importa a grandeza econômica do nosso povo em formação.
Você enxerga o Haiti
O Haiti não é aqui

O que você enxerga?


E na TV, se você vir um político em pânico, mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer,
Plano de urbanização que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido

E se esse mesmo político defender a facilidade nas leis ambientais
E disser que vê importância na revogação das leis naturais
E se, ao furar a lei
Enxergar homens no silêncio,
sorridentes aplaudindo,
Leis ambientais desrespeitadas e afrouxadas.


Homens no silêncio,

Adulando empresários e políticos

para coisa mal feita aqui

e elogiar o acolá


Olhe a sua volta e veja

Se o Haiti é aqui
Se o Haiti não é aqui

E se você não é um cururu.

Aquele que facilita a fraqueza da sociedade civil,

e dissimula a ausência de caráter.

Com desculpas

De razões históricas óbvias,

Gostar de adiar mudanças,

Pintar guia, asfaltar.

Marketear.


Rio, Niterói,

São Paulo, Minas, Bahia

O Haiti é aqui


O acolá e o aqui

A paisagem urbana será piorada

com

A Modificação do Código Florestal[1].

Onde passa boi passa boiada.

[1] Nas áreas urbanas é o Código Florestal que protege as áreas de APP. A Região Oeste Metropolitana de São Paulo é formada por morros e morrotes, de difícil ocupação. Normalmente loteamentos não respeitam estas características e forçam a ocupação de lotes pequenos com grandes áreas de impermeabilização o que vai favorecer o alagamento e os desmoronamentos de encostas.

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A Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) comemora em (22/05), dia da biodiversidade. Na solenidade de abertura da Semana da Mata Atlântica em São Paulo,no ano de 2009, o Prêmio Amigo da Mata Atlântica para pessoas que se destacaram na defesa da Mata Atlântica no ano de 2008 foram:

Prêmio Amigo da Mata Atlântica
Tânia Martins – Jornalista e
André Pessoa – Fotógrafo


Na mesma solenidade foram anunciados os vencedores do Prêmio Motosserra. Esse prêmio é um instrumento da RMA e de suas entidades filiadas para denunciar à sociedade pessoas físicas ou jurídicas responsáveis direta ou indiretamente por ações significativas e comprovadas de degradação ambiental.

Os premiados foram:

Prêmio Motosserra
Reinhold Stephanes – Ministro da Agricultura e
Kátia Abreu – Senadora e Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA)

Pela acintosa campanha contra a legislação ambiental, em especial o Código Florestal, mais especificamente os artigos que tratam das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e da Reserva Legal (RL).


A campanha contra o Código Florestal, coordenada pelo ministro e pela senadora, está sendo feita de forma escancarada, através de declarações na imprensa, palestras e discursos em eventos públicos, lobby da bancada ruralista, manipulação popular e apresentação de propostas de projetos de lei e emendas equivocadas ao Código no Congresso Nacional.


Fonte 22 de Maio de 2009: http://www.estadao.com.br



domingo, 21 de fevereiro de 2010

“O Desmatamento da Reserva da Biosfera”

O Desmatamento Continua na Área de transição da Reserva da Biosfera
na região Metropolitana de São Paulo



Conheça o assunto sobre os desmatamentos na Região Metropolitana de São Paulo
na entrevista com o Ambientalista Carlos Bocuhy para a CBN

Para Ampliar Clique na imagem
Para saber mais Sobre a Reserva da Biosfera
visite o site : http://www.rbma.org.br

APP – Áreas de Proteção Ambiental e a filosofia :

Vivo o agora, no futuro não sei o que vai acontecer


Não estou preocupado com ideologias, afinal dinheiro é dinheiro e a farra continua na terra brasilis, esnobamos o futuro e investimos tempo e dinheiro revitalizando o passado, a atual onda patrocinada por falsos políticos e fazendeiros gananciosos é:


Derrubem o Código Florestal

Enquanto isso, a ganância especulativa não para de fazer vítimas, provocada por criativas matemáticas contábeis e boom imobiliário que promovem uma onda de gastança.

Os promotores da folia, os bancos, poderão promover outra festa de calafrios em outros mares atrás das oportunidades.

Hoje, nunca se vendeu tanto imóvel no Brasil como nos últimos anos, o governo incentiva a construção e o resultado da equação tem sido: estabilidade da economia, crédito farto e entusiasmo.

O aquecimento do mercado imobiliário traz lucros para alguns e é um perigo para muitos, pois as regiões metropolitanas estão à deriva de proteções ambientais e são incapazes de fazer frente à ganância dos corretores e construtoras. Nesta situação o valor do metro quadrado dispara e alcança patamares exorbitantes, alimentado principalmente por investidores querendo o máximo de aproveitamento da terra.

A alteração do Código Florestal, como a versão proposta, provocará uma orgia de devastação ambiental nas áreas atualmente protegidas.

Todas as áreas de Preservação Permanente poderão ser objeto de ocupação e serem loteadas, regiões dos municípios de Itapevi, Carapicuíba e Osasco dentre outros, que estão em níveis mais baixos poderão sofrer cada vez mais com enchentes e catástrofes.

Muitos terrenos das cidades da região metropolitana de São Paulo, estão sendo ocupados e usados com apelos marketeiros de verde e qualidade de vida, antes repletos de mata nativa com suas nascentes e córregos e refúgios de fauna, alcançam preços absurdos quando comparados com outras regiões da capital já urbanizadas e em pleno uso.

A procura de novas áreas estimula absurdos ambientais que pensávamos fazer parte do passado como: aterramento de lagos, a exemplo do realizado na Terras do Madeira, no município de Carapicuíba e a omissão de 7 nascentes no projeto da Alphaville-Vila Florestal- Reserva Cotia, para a área da Granja Carolina, situada nos municípios de Itapevi e Cotia, inserida no Domínio da Mata Atlântica no planalto de serras entre 400m e 1000m de altitude.

Mas estes, infelizmente não são os únicos desrespeitos a lei, a lista da farra imobiliária com apelação ambiental é grande.

Neste mar, cada um que entra, espera ganhar mais lá na frente, seja ele mestre ou aprendiz na arte do picadeiro verde. Para estes a diminuição das áreas atualmente protegidas pelo Código Florestal, será a salvação de todos os pecados e mais “dindin”.

Os prefeitos, coitadinhos, estão enxergando nesta onda uma possibilidade de aumentarem nominalmente os seus ganhos com novos pagadores de impostos.
Os munícipes, por outro lado, poderão num futuro bem próximo ter que pagar para a resolução dos problemas ambientais provocadas pelos especuladores.

Terão que pagar a conta das enchentes, do lixo, do saneamento e lá se foram os anéis juntamente com os dedos.

A presença dos grandes “players” mundiais no mercado imobiliário nas áreas metropolitanas, indubitavelmente demonstra que temos um mercado amadurecido para investimentos, contudo deveríamos melhorar a nossa estrutura política e nossas leis para lidar com o apetite de grandes predadores, ao invés de diminuirmos as exigências já contidas no código florestal.


Os tubarões do mercado estão invadindo tudo atrás de oportunidade, com enxurrada de capital, pois vêem às regiões metropolitanas como alternativa de fuga dos hoje engessados e feridos mercados dos Estados Unidos e da Europa.

Se para os tubarões a mudança é fácil, para os DES-CAIPIRAS ficarão os prejuízos da devastação ambiental provocada pela especulação.
O Atual Código Florestal é na maioria das vezes a única proteção ambiental das cidades para a preservação das matas e proteção das áreas de risco.

Sem este mínimo, todas estas áreas de recuperação ambiental, último refúgio da fauna, de manancial de água, de proteção contra erosões e de extravazamento de rios e córregos, correm sério risco de desaparecer, e com isto inexoravelmente ocorrerão mais enchentes, mais deslizamentos, mais mortes e desabrigados.

Você sabe quem vai pagar a conta?

O especulador não vai, ele já lucrou e se mandou, mas contrariando o ditado popular de que o futuro só a Deus pertence, prepare o seu bolso, para mais uma taxa embutida no IPTU, bem longe do Céu.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O que é APP - Área de Preservação Permanente

Saiba o que é APP - Área de Preservação Permanente

O que é área de preservação permanente?

Segundo o Código Florestal (Lei Federal nº 4.771/65), área de preservação permanente é
toda aquela constante em seus artigos 2º e 3º, coberta ou não por vegetação nativa,
com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade
geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e
assegurar o bem-estar das populações humanas.

Desse modo, as áreas desprovidas de vegetação também podem ser consideradas de
preservação permanente.

Quais são as áreas de preservação permanente?
São áreas de preservação permanente (APP), segundo o Código Florestal: clique na imagem abaixo.

Clique na imagem para ampliar e ver detalhes

O que é Reserva Legal?

Clique na imagem para ampliar e ver detalhes